A imagem do cigarro – Como o Brasil e o Chile lidam diferentemente com ela

Uma informação bem difundida e consolidada é o papel do cigarro como uma das principais causas controláveis de câncer, em particular o câncer de pulmão e o câncer de cabeça e pescoço.

Dentre as principais medidas de saúde pública no combate ao fumo estão o aumento do preço e dos impostos do cigarro e a proibição do fumo em locais públicos, onde geralmente os jovens começam a fumar.

Uma outra tática é a proibição da propaganda de cigarros e o uso da propaganda negativa, esta demonstrando os malefícios que podem ser causados pelo fumo. Há pouco tempo no Brasil os maços de cigarro estampavam mensagens irônicas sobre o fumo, o que virou motivo de piada entre a população. Ninguém poderia querer “o cigarro que causa impotência”. Provavelmente muito pouca gente parou de fumar por conta desses anúncios. Veja abaixo.

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Recentemente, estive no Chile e notei que a abordagem deles do tema é completamente diferente. Nos maços de cigarro são estampadas imagens que contam a história de um tratamento de câncer de pulmão malsucedido, começando no momento do diagnóstico, passando pela quimioterapia e terminando na morte do fumante. Tudo isso dentro de um free shop de aeroporto.

Até onde eu sei, não existem estudos que medem o real impacto dessas propagandas na redução do hábito de fumar, mas que as imagens são impactantes, até para os profissionais de saúde, isso são.

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2 opiniões sobre “A imagem do cigarro – Como o Brasil e o Chile lidam diferentemente com ela”

  1. Ades, pelo que entendo, em todos os conjuntos de imagens de advertência (acho que estamos na terceira “onda” de imagens) havia algumas bem fortes e alguma mais brandas (havia aquela do cara cansado com o filho que parecia que estava contemplando a vida, não lembro qual era a msg em cima dela). Era para as empresas colocarem todas ao mesmo tempo em circulação, mas sempre contestavam (acho que até judicialmente talvez) e acabavam colocando apenas uma delas. Por isso que na regulamentação que entra em vigor hoje, está especificado de forma explícita que as imagens devem ser colocadas de forma simultânea ou, em caso rotativa, que sejam de 5 em 5 meses no máximo.
    Concordo que todas as imagens deveriam ser bem mais chocantes, mas também tenho minjas dúvidas do quanto chocantes devem ser para serem eficazes em seu propósito.

    Mas gostei muito do seu post.
    seria legal saber tb como outros países abordam a questão (a Austrália adota uma embalagem genérica, por exemplo..).

    Abraços e sucesso!

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    1. Oi Aline,

      Essa iniciativa da Australia talvez seja a de maior impacto. A ausencia de qualquer propaganda ou rotulo seria como se não houvesse disputa de “bem contra o mal” e sim uma indiferença pelo cigarro. Talvez aqui a gente devesse partir para uma abordagem mais como essa.

      Eu li recentemente um post de um blog chamado jovemsoropositivo. O autor é um homem de 30 anos que questiona a discriminaçao as pessoas com virus da aids. Na decada de 90 haviam pesadas propagandas com imagens de jovens fazendo sexo com escorpioes ou aranhas, para mostrar o perigo do sexo desprotegido. Hoje com a difusao da informação essas propagandas não são mais necessarias. O que funcionou naquele momento hoje é motivo de descriminação, talvez nos devessemos pensar melhor a questão da propaganda versus não propaganda ja que a gente nao sabe o quanto isso é efetivo.

      Abs!

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