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Câncer de próstata – princípios do diagnóstico e tratamento

O câncer de próstata é o câncer mais comum entre os homens. No Brasil, mais de 70 mil homens são diagnosticados com câncer de próstata todos os anos. No entanto este não é o câncer que mais mata, ficando em segundo lugar, atrás apenas do câncer de pulmão.

O câncer de próstata é, na verdade, um conjunto de doenças com comportamentos bastante diferentes. Alguns homens apresentam câncer de próstata com um comportamento agressivo, com crescimento acelerado e capacidade de se espalhar para outras partes do corpo. Outros homens apresentam doença microscópica que nunca causará qualquer sintoma, podendo conviver com essa doença sem tratamento durante toda a sua vida.

A maior parte dos cânceres de próstata detectados pelo exame de rotina com PSA, e por vezes ao toque retal, se enquadra nessa segunda categoria. Por isso hoje existe uma grande discussão se devemos fazer os exames de rastreamento de câncer de próstata para todos os homens. A maioria dos médicos tem oferecido o exame como opção, explicando os riscos e benefícios do rastreamento, e a decisão sobre fazer, ou não, é individualizada para cada homem, de acordo com as preferências dele.

Existem várias opções no tratamento do câncer de  próstata em estágio inicial. A escolha depende do tipo da doença e das preferências de cada homem.
Existem várias opções no tratamento do câncer de próstata em estágio inicial. A escolha depende do tipo da doença e das preferências de cada homem.

Quando o diagnóstico é feito, algumas características do tumor são analisadas, tentando identificar a agressividade do câncer e que tipo de tratamento é mais apropriado. Em geral os médicos usam informações como a idade do paciente, o tamanho do tumor, o valor do exame de PSA no sangue, e a característica do câncer no fragmento da biópsia da próstata, conhecido como escore de Gleason.

Quando a doença apresenta características de pouca agressividade pode-se optar pela estratégia de “vigilância ativa”. Este homem vai continuar sendo acompanhado de perto por seu médico, fazendo exames de PSA regulares e, caso o PSA suba muito, um tratamento será feito nesse momento. Caso não suba, esse homem pode ser seguido pelo resto da vida, nunca sendo submetido a nenhum tratamento, evitando os efeitos colaterais deles.

Nos homens com doenças com características intermediárias ou de agressividade opta-se por fazer o tratamento ao diagnóstico. Existem duas opções de tratamento neste momento, a primeira é a cirurgia com a retirada da próstata; a segunda é a radioterapia da próstata. Ambas tem a mesma chance de cura da doença, o que muda é o perfil de efeitos colaterais. Cabe aqui discutir as vantagens e desvantagens de cada método, assim como seus efeitos colaterais. A escolha final sempre deve ser a do homem que vai se tratar.

Independente do tratamento feito, esses homens devem ser acompanhados frequentemente, após a cirurgia ou radioterapia, com o exame de PSA em intervalos regulares, para detectar possíveis falhas ou retorno da doença. Se detectado precocemente, ainda há chance de cura.

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